Acessibilidade. E preconceito
É difícil não associarmos acessibilidade com deficientes físicos, principalmente cadeirantes e pessoas com deficiência visual.
Em uma apresentação na aula de acessibilidade, no curso de design de interação da PUC/MG, eu e o Fabrício fizemos uma análise da norma ABNT NBR 15250, que trata de acessibilidade nos caixas automáticos.
Após analisar a norma, achei-a muito direcionada para cadeirantes e deficientes visuais, parecendo priorizar estas deficiências. Que a norma foi desenvolvida para deficientes, está claro na definição de acessibilidade encontrada no documento: “…possibilidade e condição de alcance para utilização do meio físico, meios de comunicação, produtos e serviços, por pessoa com deficiência. “. A questão é que, acessibilidade não se restringe a deficientes. Segundo a wikipedia, “Acessibilidade significa não apenas permitir que pessoas com deficiências participem de atividades que incluem o uso de produtos, serviços e informação, mas a inclusão e extensão do uso destes por todas as parcelas presentes em uma determinada população.”
Sendo assim, podemos considerar que a NBR 15250 está um pouco desatualizada e necessita de revisão. Inclusive, deveriam aproveitar a revisão para especificarem melhor algumas regras. Por exemplo, definem a pressão mínima para o acionamento de uma tecla, mas, não definem a pressão máxima. Uma tecla que exija muita força pode tornar o sistema inacessível.
É isso aí. Acessibilidade para caixas automáticos é mais do que fazer um caixa com entrada para fone de ouvido, relevo nas teclas e tela baixa. A norma já melhorou bastante o dia-a-dia das pessoas que utilizam os caixas automáticos, mas, há o que ser melhorado.
Tags: abnt, acessibilidade, atm, caixa automático, design de interação, nbr 15250

Abril 1st, 2008 às 7:12 PM
Outra questão pertinente: em muitos lugares, o Itaú só disponibiliza o modelo próprio para deficientes (em especial, os cadeirantes). Resultado: quem não tem maiores problemas, sofre com a tela inclinada, com os erros de “paralaxe”, com a distância entre as entradas de cartões e monitor. Neste caso, a maioria tem sido prejudicada para atender a minoria.