Esses dias, na lista de discussão da pós-graduação da PUC, surgiram vários vídeos sobre novas interfaces para vídeo-games.

O vídeo do Xbox 360 sobre o project natal foi o que achei mais interessante. Tem um outro vídeo da apresentação do project natal na E3 (feira de vídeo-games). Realmente, as novas possibilidades advindas do reconhecimento de rostos, vozes e movimentos é espetacular. E as possibilidade vão muito além dos jogos. Por exemplo, uma garota poder se ver usando um vestido, sem ter de sair de casa ou sequer vesti-lo, é um avanço e tanto para a experiência do usuário. Isso sem falar nas adaptações que podem ser feitas ao se reconhecer quem está jogando. É realmente um avanço em questão de estilos de interação.
Porém, feito qualquer estilo de interação, ele não serve para todo e qualquer tipo de situação. Por exemplo, um jogo de corrida, ao meu ver, tem muito mais graça com um volante de verdade, um cockpit bem desenhado e, o principal, o feedback direto no controle. O fato do volante ficar mais duro quando se está na grama, de tremer ao se passar numa zebra, por exemplo, enriquecem e muito a experiência do usuário. Já em jogos de luta, por exemplo, a liberdade de não se precisar de um controle é muito mais enriquecedora do que se lutar por meio de botões e direcionais.

Vendo outro vídeo do Google Holodec, fiquei pensando no quanto seria interessante ter um vídeo-game de corrida, skate ou algum outro estilo “outdoor”, dentro de uma cabine dessas. E se fosse aliado à tecnologia da Microsoft de reconhecimento de movimentos, esta cabine poderia ser o futuro dos fliperamas, trazendo uma experiência bem mais completa para os jogadores.
O que vejo nisso tudo é que estamos caminhando para um futuro onde teremos diversos estilos de interações diferentes e que funcionam adequadamente para determinada situação. E caberá ao designer de interação, definir qual será o mais adequado para a experiência que deseja proporcionar. Deixe vir!
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Acho que é exatamente isso, concordo muito. Acho que o futuro não é uma interface ou estilo de interação, mas vários. Sem dúvida o preço disso pode crescer por conta de muito hardware, mas acredito que seja possível criar soluções “transformers” para isso.
Abs