Inovação colaborativa

Rede de inovação colaborativa (collaborative innovation networks), segundo Peter Gloor, é uma equipe de pessoas motivadas, com uma visão coletiva, que, por meio da internet, compartilham idéias, informações e trabalho, para atingirem um objetivo comum.

Hoje, a busca por inovações em produtos e serviços é um objetivo de empresas em todo o mundo. Criam-se equipes para cuidar da inovação (como a Whirlpool, Nokia e Google), oferece-se consultoria especializada na área, além treinamentos e cursos voltados para gerenciamento da inovação.

O que muitas empresas já perceberam é que, buscar a inovação internamente (closed innovation), nem sempre é uma boa. Muitas vezes, obtém-se melhores resultados, envolvendo os consumidores, concorrentes, parceiros ou outros, neste processo. Esse conceito de se buscar a inovação fora da empresa é conhecido como open innovation. Este conceito foi promovido por Henry Chesbrough.

Podemos ver exemplos de uma fusão dos dois conceitos nos chamados Labs, de grandes coorporações mundiais. São exemplos clássicos, o Nokia Labs e o Google Labs. Ambos utilizam o conceito de inovação aberta, buscando a inovação fora dos limites da empresa, de forma colaborativa.

Os Labs funcionam da seguinte forma: a empresa está pesquisando um novo produto/serviço e divulga no site uma versão para teste dos voluntários. Os voluntários testam e comentam sobre o produto, interface, motivação, bugs e qualquer outra coisa realcionada ao novo produto. 

Com isso, a empresa consegue prever o impacto do produto no mercado, consertar falhas antes do seu lançamento, melhorar a experiência do usuário e criar um vínculo emocional com os voluntários. Quem não tem pré-disposição para comprar um telefone que ajudou a construir? Quem vai criticar um produto que ajudou a desenvolver? No fim, os voluntários acabam virando promotores dos produtos. E isso tudo, a um custo bem baixo. Mérito. Não se paga um tostão aos voluntários, mas eles são consagrados, publicamente, por toda a equipe do projeto. 

Este é um conceito ainda muito pouco aplicado no Brasil, e que pode funcionar muito bem se aliada a iniciativa privada e as entidades de ensino. Por falar nisso, alguém conhece algum exemplo brasileiro?

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5 Responses to “Inovação colaborativa”

  1. admin says:

    Acabo de ler uma notícia sobre o processo de inovação da Orange (empresa de telecomunicação francesa). A idéia é mais ou menos a mesma. Criar e testar em colaboração com consumidores e usuários. Vejam no link: http://www.experientia.com/blog/france-telecom-from-1000-ideas-to-1-product/

  2. admin says:

    Chegaram alguns exemplos brasileiros. O Canola da Nokia, desenvolvido pelo pessoal de Recife com o apoio dos consumidores, e a iniciativa da Natura, apontada pelo Diego.

  3. Quem tem trabalhado muito com a divulgação da inovação como gerador de valor é a Philips, que genialmente ainda consegue aliar a inovação à simplicidade. Recentemente recebi uma pesquisa da Philips por e-mail solicitando opiniões e dados sobre produtos de consumo que as pessoas tem em casa, avaliando a marca em relação aos concorrentes.

    O Seth Godin tem falado sobre “soft innovations” e grupos de trabalho de inovação, fiz um post que tem a ver com o assunto.

    O genial desses processos todos é justamente envolver os usuários no processo de criação de valor.

  4. admin says:

    Mais um exemplo gringo. Desta vez, a HP Labs abre as portas para as faculdades. Bela estratégia… uma das fontes de conhecimento mais valiosas trabalhando para gerar soluções para sua empresa. E praticamente de graça… :)

    Vejam mais em:
    http://www.usabilitynews.com/news/article4717.asp

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