
Juarez Rodrigues/EM/D.A Press
O motorista de ônibus Delson Hilário, em entrevista para o Estado de Minas (21 de Maio de 2008), apontou como uma proposta para redução do tráfego em Belo Horizonte, um sistema de táxi-lotação nas avenidas Amazonas, Cristiano Machado, Getúlio Vargas e Antônio Carlos. Isto porque, segundo ele ”Quem tem mais dinheiro não gosta de andar de ônibus. É preciso criar uma opção para que os ricos deixem o carro na garagem e esvaziem as ruas”.
Faz todo o sentido. Esta é uma proposta centrada no usuário. Na qual o Delson compreende as necessidades de um grupo de usuários (provavelmente os que mais colaboram para o caos no trânsito pois, normalmente, andam no carro sozinhos) e tenta apontar uma solução voltada para a necessidade: ser transportado com conforto e agilidade.
Não adianta criar faixas exclusivas para ônibus, aumentar o número de ônibus, ou mesmo deixá-los pontuais. Muitas pessoas não abrem mão do conforto e agilidade no transporte. Andar em pé, em um ônibus lotado, sendo empurrado pelos corredores, no calor e parando de ponto em ponto é um cenário impraticável para muitos belo horizontinos.
Outro motorista que aponta outra solução centrada no usuário. A proposta de João Alves é um programa municipal para incentivo de carona em universidades, escolas e grandes empresas. Bem observado por ele, a maioria dos carros rodam quase vazios. Uma ou duas pessoas. E isso contribui para o aumento do calor, poluição, tráfego, estresse e tempo gasto no trânsito.
Como é uma questão cultural, a proposta de João é bem elaborada ao focar a educação e conscientização das pessoas. Obviamente, nos dias de hoje, não é viável imaginar um sistema de carona em toda a cidade, mas, os locais apontados por ele, são locais onde as pessoas se conhecem e podem dar carona com segurança.
Tags: bh, trânsito, transporte
[...] (more…) [...]
Eu penso que poderiamos ter uma lei probindo o trânsito de carros em horários de pico, com menos de uma pessoa.
Além do taxi-lotação que também é uma ideia boa. Teríamos um movimento de carona solidária. Só que obrigatória.
Parece radical, mas se não formos radicais agora radical vai ser sair de casa em BH.