Senhas, nunca mais

Ontem, li um artigo interessante sobre o uso de senhas, no New York Times. Basicamente, fala sobre o problema de se pedir ao usuário para criar uma senha. A maioria das pessoas são normais (não me incluo nessa, talvez pelo convívio com meu irmão que é especialista em segurança digital) e sempre usam senhas banais. O pior é que, normalmente, usam uma única senha para tudo. Os especialistas e pessoas perturbadas (me incluo nessas), usam senhas grandes com números e letras que não fazem nenhum sentido para qualquer outra pessoa, que não ela, trocam de senha periodicamente e tentam manter senhas diferentes para os serviços que precisam de maior segurança (banco, email, computador etc.).
Com isso, cria-se um grande problema: a maioria das senhas, que deveriam ser um meio de proteção da informação, se tornam inúteis, pois é muito fácil descobrí-las. Veja vários exemplos de hackers descobriram a senha de acesso e roubaram informações de grandes empresas, apenas fuçando o lixo delas.
Pode-se pensar que uma solução seria criar uma única senha complexa e utilizá-la sempre. Só que você continuará correndo o risco de ter as informações violadas, caso alguém descubra essa sua senha única. Isso sem falar que alguns sites ou serviços (bancos, por exemplo) limitam os caracteres ou o tamanho da senha, forçando-o a criar uma nova senha específica para este serviço.
Pensando sobre o assunto, considero que uma boa saída seria um dispositivo de autenticação, biométrico, por exemplo. Algo que diga que você é você, evitando que outras pessoas tenham acesso às suas informações e evitando de ter de decorar qualquer coisa.
Porém, cria-se um problema: a comunicação deste dispositivo com o “campo de senha”. Para internet seria fácil resolver o problema. Ele poderia atuar como o Keychain do Mac OSX, que preenche os campos de login e senha, automaticamente, para você. Já em um caixa eletrônico, por exemplo, temos uma barreira física. Uma saída poderia ser um fone de ouvido que seria ligado no dispositivo, para que ele lhe informasse a sua senha. Outra solução seria alterar os caixas para que se comunicassem com o dispositivo (solução mais cara e dependente da boa vontade dos bancos).
Alguém tem alguma outra solução?
Agosto 21st, 2008 às 6:29 PM
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Outubro 18th, 2008 às 11:17 AM
Poderia ter alguma ingraçao com o novo RG que vai começar a ser implantado em 2009, que tem chip e tudo mais.